Como fazer uma redação nota 10

O artigo abaixo, parte integrante do livro (Sobre)screvendo a Redação de Vestibular, é uma reflexão sobre a redação de vestibular, mas a abordagem utilizada o torna útil também para quem ainda não está às vésperas da tão esperada [e indevidamente temida] prova. Seguem a seguir o resumo do artigo e o link para download.

Resumo: O presente artigo discute a possibilidade de se produzirem textos de qualidade em situação de concurso vestibular. Para tanto, utilizando diferentes ferramentas, que contemplam aspectos lingüísticos, temáticos, pragmáticos, textuais e discursivos, analisamos dois textos autênticos, produzidos em situação de prova e avaliados com nota máxima. São enfatizados quesitos relevantes para a constituição de um texto autoral, que se situe para além das fórmulas/fôrmas que tantas vezes desviam o foco de atenção de professores (bem intencionados) e alunos (bem ansiosos), seja pelo compromisso de dar conta de uma estrutura pré-estabelecida, seja pelo excesso de preocupação com a correção gramatical em detrimento da organização e pertinência das idéias.

Palavras-chave: Redação de vestibular. Qualidades do texto. Criatividade e autoria.

SMITH, Marisa Magnus – Como se faz uma redação nota 10

Gabarito comentado do Simulado III

Aí está o gabarito de Literatura de nosso 3º Simulado do CEB de 2011, com as respostas devidamente comentadas. Com exceção da questão 10 – produzidas nos moldes do ENEM, mas dedicada a adicionar um pouco de humor a um momento tenso como o de uma prova -, todas foram todas retiradas das provas anteriores do ENEM. A prova foi exatamente a mesma para as 3 séries por um motivo simples: o ENEM não faz distinção disso. Além do mais, essas questões não exigiam apenas conteúdos, mas principalmente competências. Acostumem-se, portanto, a se preocuparem mais com aprimorar as habilidades de leitura crítica de textos – textos naquele sentido múltiplo que já conhecemos – do que com acumular conhecimento enciclopédico e descartável.

Abraço e até a próxima!

GABARITO

Questão 06 (ENEM/10 adaptada)

A autora ironiza o resultado absurdo da experiência que teve com o teste feito pela internet. Para isso, ela exagera a dimensão da expectativa que se criou: “Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise”. Entretanto, a ilusão seria desfeita a seguir de forma grotesca.

Resposta: B

 Questão 07 (ENEM/10)

A biografia de Machado de Assis que serviu de base à questão apresenta informações encadeadas de maneira cronológica: seu nascimento, a perda da mãe, a criação pela madrasta e a matrícula na escola pública. Apesar de um trecho de maior subjetividade (“o maior escritor do país e um mestre da língua”), a linguagem da biografia é marcada pela objetividade, ou seja, os enunciados foram elaborados para enfatizar o assunto, as informações sobre a vida de Machado, não as impressões pessoais do enunciador sobre elas.

Resposta: A

Questão 08 (ENEM/10)

O conto “Negrinha” retrata um panorama social do Brasil patriarcal entre o fim do século XIX e o início do século XX. Os valores contraditórios referidos no enunciado encontram-se na alternativa D. Essa alternativa, ao afirmar a resistência da senhora diante da criada, manifesta o preconceito racial típico dos escravocratas e a postura “embranquecedora” das famílias tradicionais, que rejeitavam a liberdade dos escravos e, por consequência, qualquer equivalência social diminuir deles com os patrões.

Resposta: D

Questão 09 (ENEM/09)

Tanto os recursos linguísticos (como a repetição enfática do conectivo “e”) quanto os recursos gráficos (a expressão facial do entrevistado em demonstrar sua repulsa diante da experiência como escritor) indicam que é ao sentimento com relação ao processo de produção de um livro que o entrevistado se refere.

Resposta: E

Questão 10

A frase dialoga diretamente com a canção Pais e filhos (Legião Urbana) – trata-se de uma referência intertextual –, mas subverte a mensagem original de forma exagerada e cômica, o que caracteriza a ironia da mensagem

Resposta: C

Manoel de Barros – Matéria de Poesia (lido por Sandro Brincher)

Do que trata a poesia? Qual seu foco? De que ela se ocupa? Há infinitas respostas para essas perguntas, mas uma das mais bonitas é a do poeta Manoel de Barros, cuja obra está centrada justamente nas coisas mais pequenas, inúteis e imperceptíveis de nossa existência. O arquivo de áudio abaixo é minha leitura do poema “Matéria de Poesia”, no qual ele apresenta sua “teoria” sobre o(s) objeto(s) da poesia.

Manoel de Barros – Matéria de Poesia (lido por Brincher)

A Antônio Houaiss (1974)

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para a poesia

O homem que possui um pente
e uma árvore
serve para poesia

Terreno de 10×20, sujo de mato – os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância

Cada coisa ordinária é um elemento de estima

Cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral

O que se encontra em ninho de joão-ferreira :
caco de vidro, garampos,
retratos de formatura,
servem demais para poesia

As coisas que não pretendem, como
por exemplo: pedras que cheiram
água, homens
que atravessam períodos de árvore,
se prestam para poesia

Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
e que você não pode vender no mercado
como, por exemplo, o coração verde
dos pássaros,
serve para poesia

As coisas que os líquenes comem
– sapatos, adjetivos –
tem muita importância para os pulmões
da poesia

Tudo aquilo que a nossa
civilização rejeita, pisa e mija em cima,
serve para poesia

Os loucos de água e estandarte
servem demais
O traste é ótimo
O pobre – diabo é colosso

Tudo que explique
o alicate cremoso
e o lodo das estrelas
serve demais da conta

Pessoas desimportantes
dão para poesia
qualquer pessoa ou escada

Tudo que explique
a lagartixa de esteira
e a laminação de sabiás
é muito importante para a poesia

O que é bom para o lixo é bom para poesia

Importante sobremaneira é a palavra repositório;
a palavra repositório eu conheço bem:
tem muitas repercussões
como um algibe entupido de silêncio
sabe a destroços

As coisas jogadas fora
têm grande importância
– como um homem jogado fora

IN: BARROS, Manoel de. Gramática Expositiva do Chão (Poesia quase toda). Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1990.

Gilberto Mendonça Teles – Arte de Armar

§ 1. Com armas e bagagens
e algumas apólices
na armadura

a(r)ma o teu próximo
para o melhor da viagem
nesta leitura:

há sempre um fósforo
na tua gula

§ 2. Arma os dois gumes
da repetição
Arma o virunque
arma o teu cão

Arma o arremesso
arma o teu pulo
arma o teu ermo
e o teu murmúrio

Há sempre avesso
no teu mergulho

§ 3. Se queres a paz
arma o parabélum.
Se queres o pus,
olha para o belo
pavão de teus pés
neste ritmo velho

há sempre um juiz
de coice e martelo.

§. 4 No meio da ponte pênsil
arma o alarma dos teus cinco
sentidos. E arma o silêncio
do paradigma longínquo.

Arma o teu jogo de tênis,
arma o teu jogo de bingo,
arma o teu lance solene
para a sessão de domingo.

Há sempre estirpe de fênix
na ponta da tua língua.

§ 5. E arma o idílio das formas no teu pulso,
que há sempre uma armadilha no discurso.

IN: TELES, Gilberto Mendonça. Arte de Armar. Rio de Janeiro: Imago, 1977.

Carta de Isaac Asimov aos futuros leitores de uma nova biblioteca

Como os livros funcionam

“16 de março de 1971

Caros Meninos e Meninas,

Parabéns pela nova biblioteca, porque não é apenas uma biblioteca. É uma espaçonave que os levará aos mais distantes confins do Universo, uma máquina do tempo que os levará ao passado longínquo e o futuro a perder de vista, um professor que sabe mais do que qualquer ser humano, um amigo que os divertirá e os consolará – e, acima de tudo, um portal para uma vida melhor, mais feliz e mais útil. Isaac Asimov

É uma das 97 cartas enviadas por personalidades às crianças na abertura da nova biblioteca de Tory, Michigan, EUA, em 1971 por uma iniciativa de Marguerite Hart, que simplesmente escreveu às figuras famosas pedindo que dirigissem palavras de incentivo aos leitores. Quatro décadas depois, a mesma biblioteca, como muitas, enfrenta dificuldades e pode ser fechada.

Fonte: Science Blogs

Tarefa: redação sobre variantes linguísticas

Foi com o intuito de dar uma força a vocês com relação às habilidades de redação de textos que propus, na aula de 17/08, que todos fizessem uma redação seguindo a proposta do mês de julho do Banco de Redações da UOL/Educação, intitulada “Norma culta X variantes linguísticas: qual deve ser a posição da escola?

http://click.uol.com.br/?rf=educacao_redacoes_proposta_indice&u=http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/norma-culta-x-variantes-linguisticas-qual-deve-ser-a-posicao-da-escola.jhtm

A data máxima de entrega é sexta, dia 26/08/2011.

Poesia Romântica: Gonçalves Dias, Cazuza e a galëre

Como estamos entrando no fofíssimo [mas meio obscuro] universo da poesia romântica, resolvi compartilhar algum material que encontrei pela web. O primeiro deles é um poema de Gonçalves Dias, chamado “Sei amar“, que postei no antro do Fofurismo contemporâneo: o Tumblr. Confere aqui neste link. Apesar de uma e outra palavrinha difícil, fica claro que ele é capaz de se entregar de corpo e alma a seu amor, mas não está nem um pouco a fim de sociedade: se a mina é minha, irmão… é só minha, tá ligado? É, os caras eram exagerados, mas não bobos.

Falando em exageros, um famoso cantor e compositor brasileiro da década de 1980 escreveu uma letra que é uma bela síntese de alguns aspectos do Romantismo. Trata-se de “Exagerado“, do Cazuza. Atente para estes versos:

Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar

E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais

É praticamente um “meldels amike vol si joga pofavo oline p min estol dzesperaod ahhhh”, né? Então… ouve aqui a música já com a letra.

vol si joga

É claro que há coisas talvez mais exageradas e sem dúvidas muito mais dramáticas. Um exemplo sublime disso é “Ainda Uma Vez, Adeus“, também do Gonçalves Dias. Tranque a porta do quarto, coloque um som de fundo para disfarçar e leia em voz alta, como se fosse a última leitura da tua existência. Vai por mim, é uma experiência e tanto.

Havia também a moçada que adorava uma indiazinha era mais ligada ao indigenismo (como o Gonçalves Dias; basta ler um trecho de I-Juca Pirama pra sentir a vibe)e às ideias abolicionistas. O baiano Castro Alves era dessa galëre, e “Navio Negreiro” (abaixo lido por Paulo Autran) é um dos poemas mais importantes dessa vertente:

E aqui a versão musicada por Caetano Veloso com participação de Maria Bethânia:

A importância do “Poeta dos escravos” foi reconhecido mesmo fora de nossas fronteiras. O poeta chileno Pablo Neruda [que escreveu alguns dos mais belos versos da poesia contemporânea (basta ler o poema 20 de seu livro “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada“)] dedicou um dos poemas de seu épico “Canto Geral” [Canto general, em espanhol] a ele. É o canto XXIX do livro e se chama “Castro Alves del Brasil” . O poeta brasileiro foi um dos grandes representantes da chamada geração condoreira [em referência à maior ave andina, o condor, um símbolo de liberdade].

Para finalizar este post super eclético, um vídeo com trechos recitados de poemas de dois documentários (“Exile on Fame Street” e “Essential Byron”) e de um filme (“Byron”). A junção do texto [o áudio é o original em inglês, com legendas em português] e das imagens dos filmes cria uma experiência bem interessante para o leitor/ouvinte/espectador.

Espero que gostem!

Gonçalves Dias – Ainda Uma Vez, Adeus

Ainda Uma Vez Adeus

I
Enfim te vejo! – enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!

II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!

III
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!

IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.

V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura…
Olha-me bem, que sou eu!

VI
Nenhuma voz me diriges!…
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias – bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!

VII
Oh! se lutei!… mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?

VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t’esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T’esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!

IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!

X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
“Ela é feliz (me dizia)
“Seu descanso é obra minha.”
Negou-me a sorte mesquinha…
Perdoa, que me enganei!

XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!

XII
Enganei-me!… – Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu’era…
E um louco fui, nada mais!

XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d’alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C’o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.

XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera…
E eu! eu fui que a não quis!

XV
És doutro agora, e pr’a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!

XVI
Dói-te de mim, que t’imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!… de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!

XVII
Adeus qu’eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!

XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d’alma arrancados,
D’amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; – e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, – de compaixão.

Semíramis Corsi – Ultra-romantismo e rock

Ultra-romantismo e rock: universo macabro, egocentrismo e mortes precoces

Semíramis Corsi

Lemos na aula de 5/ago alguns poemas emblemáticos do Romantismo brasileiro, conversamos sobre as características desse modo de pensamento e de criação artística e observamos a influência da filosofia romântica na música, principalmente nos anos 80, através de temas como o amor e a morte, além do clima sombrio e macabro de muitos textos (como o clássico Noite na taverna, de Álvares de Azevedo). Para ajudá-los a entrar no clima do tópico, elaborei uma playlist com vários artistas dos anos 80 que, explícita ou implicitamente, tem alguma ligação com esse universo romântico. Aumentem o volume e dancem. (é só clicar neste link para abri-la)

O rock como expressão musical e estilo de vida, que se tornou ao longo dos anos, prega, em geral, a rebeldia contra os costumes vigentes, ataca o sistema capitalista, incluindo, de certa forma, a religião oficial, o que muitas vezes rendeu aos rockeiros erroneamente e sem exceções o título “anti-Cristo”. O rock expressa o hedonismo, a busca máxima de prazeres terrestres (drogas, sexo) – é o Carpe Diem e a filosofia epicurista levados ao seus extremos, de maneira que faz Horácio* revirar na tumba. O rock prega também o individualismo, a vontade própria acima de todas as outras, o ser diferente e não massificado, chegando ao descontrole de alguns rockeiros brigarem por suas bandas como no recente caso acontecido na cidade vizinha de Franca/SP. Antes de continuar devo salientar que meu objetivo não é fazer uma crítica mordaz ao estilo de vida rock’n’roll… longe de mim que gosto de rock com todas as letras, mas apenas colocar alguns traços deste movimento, o que não quer dizer que são fielmente seguidos por todos, mas principalmente pelas “estrelas do rock”…. e é delas que este texto trata. Continuar lendo